No PARAGUAI, Cuidado com a POLÍCIA Rodoviária!

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28 de março de 2017

É bem provável que exista corrupção em muitas partes do mundo e infelizmente, os brasileiros sabem muito bem o que é isso. Porém em poucos lugares a tentativa de querer conseguir dinheiro é tão intensa e irritante quanto na estrada que liga Assunção a Ciudad Del Este no Paraguai.

Este não é um motivo para deixar de visitar o país, mas é importante estar preparado psicologicamente para essa enorme chatice, principalmente se você optar por fazer o trajeto de carro e o veículo for brasileiro.

Estrada no Paraguai

Uma vez, ao dirigir de Assunção para Ciudad Del Este, em um trajeto de 320 km, fui parado pela Polícia Rodoviária Paraguaia, incríveis 17 vezes. O tempo de viagem que deveria ser de 4 horas, levou quase 7h.

O esquema é muito claro, policiais ficam espalhados pela rodovia que liga a capital do país até a fronteira com o Brasil e sempre que avistam um veículo com placa do Brasil eles pedem para parar e fiscalizam tudo, e caso não achem nada de errado vão inventar algo, para ameaçar aplicar uma multa e esperar que você ofereça algum dinheiro para que ele não o faça.

A tentativa mais comum é ele argumentarem que você estava acima do limite de velocidade, mesmo que não esteja e mesmo eles não tenham nenhum tipo de radar para provar seu argumento. Um dos policiais queria me multar porque o documento de imigração do veículo estava carimbado no lugar errado, sendo que o documento carimbado foi emitido por um policial paraguaio na fronteira. Ao ver a minha indignação acho que até ele percebeu o quanto aquilo era absurdo.

Fronteira entre Brasil e Paraguai

O fato é que isso tudo é bem cansativo porque eles não querem te parar na estrada e perder a chance de faturar alguma coisa, então vão ver se todos estão com cinto de segurança, vão pedir para testar todas as luzes, verificar o estepe, o macaco, triângulo e tudo o mais tentando achar algum problema. Caso não achem, vão inventar algo e você perderá mais algum tempo discutindo com o cidadão.

O problema é que de tanto sair do carro nessas fiscalizações, entre uma e outra eu me esqueci de colocar o cinto de segurança. O policial me parou com mais uma falsa argumentação de que eu estava em alta velocidade e enquanto eu dizia que ele estava mentindo ele percebeu que eu estava sem cinto. Ele prontamente disse que teria que me multar ou então eu poderia deixar um dinheiro para tomar uma “Coca-Cola”. Dei R$5, ele ficou feliz e me deixou seguir viagem.

Quando finalmente cheguei na fronteira fiz questão de ir reclamar desta situação na imigração paraguaia e lá havia mais três motoristas brasileiros reclamando da mesma situação, embora provavelmente não tenha mudado nada.

Viajando de ônibus a situação é menos complicada, mas não os impedirá de tentar algo. Uma vez viajei de ônibus de Assunção para Ciudad Del Este e um policial rodoviário parou o ônibus e resolveu fiscalizá-lo. Ele questionou se eu era brasileiro e pediu meu RG, foi quando eu lhe entreguei meu passaporte e então ele disse que o Passaporte brasileiro não é válido no Paraguai e eu não poderia seguir viagem sem o RG!

Estrada próxima a Assunção, Paraguai

Eu obviamente comecei a rir e fiquei olhando para ele e dando risada, o que o deixou meio irritado. Foi então que o motorista do ônibus veio até ele e disse exatamente assim: “Você sabe que isso é mentira, ele também sabe e não vai te dar dinheiro, sendo assim posso, por favor, continuar meu trabalho?”. Então ele desceu do ônibus e seguimos viagem.

Como disse anteriormente, não deixe de visitar o Paraguai por causa disso, mas saiba que os policiais rodoviários são assim e não dê motivo para eles terem razão e principalmente não se deixe intimidar. Por via das dúvidas, se for viajar de carro, viaje com algum dinheiro trocado…

 

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